domingo, 10 de maio de 2009

Olhando para o boneco


Ao ver este pato lembrei-me da minha infância quando ía para a praia e para eu não me perder a minha mãe colocava uma bóia sobre o pau do toldo que estivesse mais próximo.
Aqui é onde mora a família Dias a julgar pelo nome que está na placa mas basta só procurar pelo boneco...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ao domingo não há multas






Ali mesmo em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, os peões podem circular livremente sem terem que se desviar do caminho.
Fantástico não fosse o caso de uns quantos bípedes deixarem os "cavalos" dos seus popós ali mesmo a pastarem em cima da relva.
Dois crimes: estacionamento em local não permitido e o mais grave estarem a destruir património que é de todos!
Aqui há uns meses falaram tanto de umas quantas vacas que pastaram na Praça de Espanha pois bem agora temos uns quantos cavalos comandados por umas bestas que só olham para o
seu umbigo

domingo, 26 de abril de 2009

Isto também é Lisboa

A imagem que nos "vendem" não fosse ano de eleições


A realidade é aqui sem nenhuma segurança!

Basta estar atento ás alturas!



LOCAL:Rua da Praia do Bom Sucesso - Belém

Lisboa sem preconceitos

sábado, 25 de abril de 2009

35 anos depois...


Poemarma


Que o poema tenha rodas motores alavancas
que seja máquina espectáculo cinema.
Que diga à estátua: sai do caminho que atravancas.
Que seja um autocarro em forma de poema.

Que o poema cante no cimo das chaminés
que se levante e faça o pino em cada praça
que diga quem eu sou e quem tu és
que não seja só mais um que passa.

Que o poema esprema a gema do seu tema
e seja apenas um teorema com dois braços.
Que o poema invente um novo estratagema
para escapar a quem lhe segue os passos.

Que o poema corra salte pule
que seja pulga e faça cócegas ao burguês
que o poema se vista subversivo de ganga azul
e vá explicar numa parede alguns porquês

Que o poema se meta nos anúncios das cidades
que seja seta sinalização radar
que o poema cante em todas as idades
(que lindo!) no presente e no futuro o verbo amar.

Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal.

Que o poema seja encontro onde era despedida.
Que participe. Comunique. E destrua
para sempre a distância entre a arte e a vida.
Que salte do papel para a página da rua.

Que seja experimentado muito mais que experimental
que tenha ideias sim mas também pernas
E até se partir uma não faz mal:
antes de muletas que de asas eternas .

Que o poema fique. E que ficando se aplique
A não criar barriga a não usar chinelos.
Que o poema seja um novo Infante Henrique
Voltado para dentro. E sem castelos.

Que o poema vista de domingo cada dia
e atire foguetes para dentro do quotidiano.
Que o poema vista a prosa de poesia
ao menos uma vez em cada ano.

Que o poema faça um poeta de cada
funcionário já farto de funcionar.
Ah que de novo acorde no lusíada
a saudade do novo o desejo de achar.

Que o poema diga o que é preciso
que chegue disfarçado ao pé de ti
e aponte a terra que tu pisas e eu piso.
E que o poema diga: o longe é aqui.

Manuel Alegre